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CULTURADOAM

No Amazonas, Encontro de Economia Criativa fecha coprodução com teatros de São Paulo e Minas Gerais

Evento faz parte da programação do 24º Festival Amazonas de Ópera

FOTO: Antonio Lima/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa

O 3° Encontro de Economia Criativa e Teatros de Ópera na América Latina, realizado nesta sexta-feira (20/5), em Manaus, foi marcado pela assinatura do acordo de coprodução entre o Governo do Amazonas, o Theatro Municipal de São Paulo e o Palácio das Artes de Minas Gerais. As instituições vão produzir a ópera “O Contractador dos Diamantes”, de Francisco Mignone, para a próxima edição do Festival Amazonas de Ópera (FAO), que marca os 25 anos do evento.

Promovido pelo Estado, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa e Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), o Encontro foi realizado no Salão Solimões (avenida Sete de Setembro, 1.546, Centro, anexo do Centro Cultural Palácio Rio Negro) e fez parte da programação do 24° FAO.

Para o secretário de Cultura e Economia Criativa do Amazonas, Marcos Apolo Muniz, a oportunidade de integração com outros estados movimenta a economia criativa em prol da cultura.

“A nossa gestão já vem com essa filosofia de rompermos a barreira do Estado, gerando oportunidade para muita gente. A cultura é feita essencialmente por pessoas, então isso faz com que a gente consiga manter os postos de trabalho”, avaliou o titular da pasta.

A diretora executiva do FAO, Flávia Furtado destacou a importância do evento e o primeiro acordo de coprodução entre três grandes casas de ópera do Brasil.

“Para evolução do setor, é muito importante mostrar esse caminho que vem sendo percorrido (parcerias) e, ao mesmo tempo, abrir o espaço e o diálogo para outros setores da própria cultura”, acrescentou.

Reconstrução da Ópera – A obra “O Contractador dos Diamantes” está de volta ao repertório de ópera brasileira para a próxima edição do FAO.

A ópera brasileira do século 20, de Fernando Mignone, foi recuperada a partir de documentos encontrados pelo maestro Roberto Duarte, conforme detalhou o presidente da Academia Brasileira de Música (ABM), André Cardoso.

“Essa ópera (Mignone) estava em manuscrito ainda, guardada na Biblioteca Nacional. Então a academia brasileira pegou esse manuscrito, fez um trabalho primoroso de reconstrução dessa partitura e hoje a academia pode oferecer aos teatros de ópera do Brasil esse importante título”, explicou.

OLA pela primeira vez no Brasil – Manaus vai sediar o Encontro Anual da Ópera Latinoamérica (OLA), entidade que reúne representantes dos teatros de ópera da América Latina e Espanha. O anúncio foi feito pela diretora do Teatro Municipal do Chile e membro do Diretório da Ópera Latinoamérica, Cármen Larenas, durante o 3° Encontro de Economia Criativa e Teatros de Ópera na América Latina, em Manaus, nesta sexta. Será a primeira vez que o Brasil receberá o evento.

Autoridades – Participaram ainda do encontro a diretora do GT de Cultura da Concertação pela Amazônia, Fernanda Rennó; a presidente do Conselho do Polo Digital de Manaus, Vania Thaumaturgo; o presidente da Empresa Estadual de Turismo (Amazonastur), Gustavo Sampaio; secretária adjunta da capital da Secretaria de Educação do Amazonas (Seduc), Arlete Mendonça; o representante da Secretaria de Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Amazonas, Angelus Figueira; o diretor do Centro da Música da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Bernardo Guerra e o titular da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

FOTO: Antonio Lima/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa

Festival – O FAO segue até 31 de maio, na capital e interior. Cinco óperas, recitais, concertos, workshop e encontro de economia criativa estão na agenda do evento.

A programação inclui atrações no Teatro Amazonas, Teatro da Instalação, centros culturais Palácio da Justiça e Palácio Rio Negro e também no interior. As estreias das óperas são transmitidas pela TV Encontro das Águas e nas redes sociais da @culturadoam.

O FAO é realizado pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa e da Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC). O projeto, aprovado na Lei de Incentivo à Cultura, Ministério da Cidadania e Secretaria Especial de Cultura, tem patrocínio master do Bradesco e patrocínio da Innova.

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